A história do turfe surge em Porto alegre no final do século XIX, com a nascente paixão pelos esportes ao ar livre, com a simultânea mutação dos comportamentos coletivos. As atividades lúdicas eram realizadas em recintos fechados, excetuando-se os praticantes de ginásticas, remo e tiro-ao-alvo.

Na cidade de Porto Alegre, funcionavam quatro hipódromos: Boa Vista no Partenon, o Prado Riograndense, no Menino Deus, o prado Navegantes e o prado Independência.
A harmonia entre as entidades durou pouco tempo e a fusão entre os clubes promotores, surgiu como a única alternativa capaz de superar a crise do turfe porto-alegrense, o Derby Club, com sede no prado Independência. De duração efêmera, posto que elementos descontentes reabriram os hipódromos do Menino Deus (onde se organizou o Turf Club )e do Partenon (Boa Vista) com o nítido propósito de combater o Derby Club..
Não se conformando com a situação, José Joaquim Silva de Azevedo, tratou de organizar uma nova associação turfística convocando cidadãos de alta representatividade no meio empresarial, político e desportivo. Fundou assim, em 07 de setembro de 1907, a Associação Protetora do Turf que, em 03 de novembro teve sua corrida inaugural no Hipódromo Independência que foi posteriormente denominado de Moinhos de Vento. Seu primeiro presidente foi Oscar Canteiro tendo como Vice Otávio de Lima e Silva.
No ano de 1909, a Associação atravessou um período de dificuldades e coube ao Coronel Antônio Pedro Caminha, consolidar o turfe porto-alegrense, na sua gestão até 1914, quando veio a falecer. Nesse período foram criadas as principais provas que ainda hoje algumas delas constam do calendário oficial, como por exemplo, o Grande Prêmio Bento Gonçalves, a mais importante prova de Areia do Brasil (Grupo I).
No final dos anos 20 já se contabilizava uma soma extraordinária de valiosos serviços ao turfe gaúcho e nacional prestados pelo hoje Jockey Club, resultado de uma seqüência de administrações que souberam atuar dentro de programas estabelecidos e fortaleceram o esporte, aperfeiçoaram e valorizaram o cavalo de corrida. As importações de cavalos PSI, foram incentivadas através de subsídios. Houve fomento às importações de éguas PSI, inclusive com a concessão e prêmios especiais como forma de resistir a concorrência dos animais de qualidade produzidos no centro do país.
Em 1944, na gestão de Cneu Aranha, foi realizada uma assembléia geral extraordinária e a Associação Protetora de Turf, passou a se chamar de Jockey Club do Rio Grande do Sul, com jurisdição para captar apostas em todo o nosso Estado, excetuando-se nos municípios que possuem Jockeys Clubs com carta patente fornecida pelo Ministério da Agricultura.
A partir de 1959, com a inauguração do Hipódromo do Cristal, Porto Alegre teve sua configuração inovada, já que ele fazia parte de um conjunto de projetos e obras, que se iniciou pela realização do aterro da baía do Cristal, obra que pertence ao sistema de proteção contra as cheias que a cidade reclamava desde 1941.
Hoje, os pavilhões do Hipódromo do Cristal estão tombados pela Prefeitura Municipal “motivado pelo reconhecimento da qualidade de seu projeto, que utiliza com maestria o repertório da arquitetura modernista com a escola carioca” (palavras do arquiteto Flávio Kiefer).